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Você é vítima da Agonia?

Instagram, Facebook, Tinder, Messenger, Whatssapp… Não está fácil ter tempo para nós mesmos, não é verdade? Afora nosso compromissos pessoais e profissionais, as mídias sociais, instrumentos utilíssimos que viabilizam nossa comunicação em graus ilimitados (e impensáveis há uma década e meia atrás), representam hoje, a viabilização de uma das condições mais nefastas dos tempos atuais: a agonia do tempo presente. Se a ansiedade sempre voltou-se ao futuro, nos encontramos hoje como reféns de nossos próprios gadgets, vítimas de nossa próprios cárceres digitais.

Frequentemente ouvimos o retumbar público: pessoas postando fotos de pratos de comidas e viagens, exposição excessiva, ostentação de um frame do dia à dia a que não representa a condição financeira real do indivíduo. Cabe aqui ponderar dois pontos: primeiro, ainda que isso represente um traço real, qual é o problema de quem critica para com relação ao outro que expõe? Segundo: porque as pessoas tem, voluntariamente, deixado invadir-se a própria intimidade, seja ela um registro fake ou um algo condizente com a realidade?

A resposta para ambos questionamentos parece bem clara: nossa vida não está nos bastando! Freud disse que ‘só a experiência própria é capaz de tornar sábio o ser humano.” 

A agonia do tempo presente se revela na vontade de permanecer sempre jovial, próspero, feliz- o presente se torna um martírio, um suplício e, a saída para isso tem sido procurar distrações para a vida: no futebol, no salão de beleza e, naquilo que nos acompanha fielmente em qualquer lugar: o celular.

Por isso a reflexão de hoje propõe: que tal deixarmos a vida virtual um pouco de lado e nos concentrarmos no que nos é individualmente edificantes? Que tal experienciarmos um pouco mais aquilo que nos é único: as nossas próprias, e autônomas, existências?

João Paulo Severo da Costa.
Instagram: @prof_joaopaulosevero
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