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Psicanalista precisa de Análise?

Psicanalista precisa, e precisa muito de análise.

É preciso desconstruir a ideia mecanicista de que análise consiste em “decorar” alguns (ou muitos conceitos) e aplicá-los no trabalho cotidiano. Quem assim o faz, corre o risco de fazer da análise, uma busca angustiante de categorização (diagnósticos x respostas) daquilo que leu, acreditando (ilusoriamente) que carrega consigo “soluções”.

Abandone esta lógica!

Análise é o inverso. Vive-se o processo. Sente-se. Percebe-se. Sofre. E é naquele momento de inquietação, dúvida, e angústia – que toda análise desperta (e se ainda não aconteceu é porque a análise não se começou, de fato) – que conseguimos encontrar na base teórica o entendimento (ou parte dele) do que está sendo vivido.

Sem vivência, toda a bagagem teórica é abstrata.

Nestes anos de percurso, já acompanhei “psicanalistas” que “se aventuraram” sem a análise pessoal. E é fato: a análise não acontece. Não tem como.

Quem não vive o processo, não consegue suportar o processo do outro. Irá limitar, evitar, negar, defender-se – não permitirá com que os conteúdos sejam expressos. Se esconderá em discursos, conceitos ou outras técnicas, que nada tem a ver com a psicanálise- justamente por não suportar a si mesmo – suas próprias questões.

Não saberá lidar com a própria angústia. Pode até tentar, mas não vai conseguir. E se persistir, é qualquer outra coisa, porém, não é psicanálise.

O estudo teórico é importante? Sim, fundamental. É ele que irá sustentar o fazer psicanalítico, porém, não deve ser tomado como único preceito. Supervisão? Essencial – amplia olhares, reflexões e acentua nossas próprias defesas (que serão trabalhadas na análise).

Psicanálise é vivência. Vivência profunda de um percurso repleto de análise (e muita análise). 

Fabricio Tavares- Psicanalista
Instagram e facebook: @fabriciotavarespsicanalista
(41) 999201774

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